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Comunicação interna

:: Para uma comunicação estratégica eficiente: a capacitação dos gestores da organização na habilidade da comunicação

Mônica Adriana Salles*

      "O presente artigo tem o objetivo de consolidar a visão da importância da habilidade da comunicação dos gestores para com seus colaboradores. Os departamentos de RH e comunicação das empresas devem funcionar como um suporte, sugerindo as melhores ferramentas de trabalho para incorporar o método mais adequado para levar as informações dos negócios e benefícios.
      "Executivos que querem obter sucesso organizacional, devem dirigir sua atenção para as necessidades com o público interno, em primeiro lugar" (1) . Assim, a comunicação interna é determinante para o sucesso das organizações pois se torna fundamental para os resultados do negócio e age como humanizador das relações do trabalho. O gestor, portanto, tem papel preponderante como o "primeiro comunicador" entre sua equipe e a organização.
      "Hoje é mais importante que as pessoas sejam parte integrante do negócio, estejam em sintonia com o que a empresa espera delas e saibam o que podem esperar da organização" (2). O gestor pode reforçar as mensagens institucionais bem como atualizar as orientações do mercado em que a empresa atua.
      "Se o colaborador tiver clareza de seu papel na organização e se o seu posicionamento dentro da empresa estiver coerente com suas expectativas pessoais e potencialidades, os objetivos, as metas e os desafios serão palavras que permitirão prazer, crescimento e satisfação" (3). O diálogo conferido entre o colaborador e o gestor poderá trazer esta clareza bem como a ratificação da importância do seu trabalho dentro da organização.
      "Um dos maiores erros que um líder pode cometer é acreditar que a sua própria motivação é a mesma que move o seu time" (4). Procurar entender o que motiva os funcionários? é primordial para a boa produtividade do trabalho da equipe.
      Os trechos acima refletem bem a natureza do envolvimento que um líder deve manter com sua equipe. Partindo do pressuposto que as organizações são entidades vivas, já que são feitas por pessoas, deve-se entender que ela precisa se manter num nível de equilíbrio das energias para sua sobrevivência. Muito desse equilíbrio vem do ambiente promovido por essas pessoas, é o denominado "clima organizacional". Desde que os gestores saibam dialogar eficazmente com suas equipes, a comunicação será uma ferramenta útil de trabalho para garantir o entendimento dos objetivos e perfeita integração do colaborador à sua rotina profissional.
      Face ao temor de abrir informações aos níveis operacionais, organizações e seus gestores transformam o território empresarial em verdadeiros feudos num espaço onde os executivos não conseguem transmitir entusiasmo e motivar suas equipes. "Um grupo frustrado, pelo processo de metástase, procura extravasar seus sentimentos, irradiando insatisfações por todos os lados e banhando o espaço da comunidade interna com uma onda de negativismo e contrariedade" (5) . Assim, as constantes frustrações por terem negligenciado o acesso à informação transformam potenciais funcionários em meros executores passivos. Dentro de um contexto contemporâneo de integração e participação, é possível levar informações importantes e conceitos gerais da manutenção da companhia no mercado sem abrir mão da confidencialidade dos dados. "Quanto mais o funcionário conhece a organização, mais se integra e se adapta ao estilo administrativo e a recíproca também é verdadeira. Muitos funcionários sentem-se marginalizados, porque não conhecem a empresa" (6).
      Então temos que a principal responsabilidade do executivo é estabelecer uma visão empresarial clara e concisa e, depois, comunicá-la com dinamismo à sua equipe. O diálogo então, torna-se fundamental já que permite verificar se a mensagem está chegando com clareza. Além do contato pessoal constante, o gestor pode se valer das novas tecnologias. Principalmente quando se fala em multinacionais, existem múltiplos canais de websites e intranets integrados. Cabe ao gestor descobrir esses canais e estimular sua equipe a ir de encontro com a informação também, num processo de duas vias: como gestor, deve manter a equipe informada, por outro lado, os funcionários devem ser estimulados a encontrarem seus próprios caminhos de informações nos canais da web e no questionamento com sua gerência direta a respeito dos negócios da companhia.

      Visões divergentes de estilo

      Pesquisa (7) da Right Management Consultants Inc., com 3,5 mil funcionários, mostrou que as empresas correm sério risco de perder até um terço de seus mais valiosos funcionários porque não entendem o que motiva os colaboradores a permanecerem na companhia.
      Na pesquisa, 54% dos funcionários citaram a comunicação honesta e aberta como um dos três mais importantes aspectos da liderança de uma empresa; 48% dos entrevistados disseram que não havia comunicação honesta e aberta entre a liderança e os funcionários; 22% de todos os pesquisados pensam em se demitir; 57% disseram que não se sentiam participantes das mudanças dentro da companhia.
      Os dados refletem a importância da comunicação no contexto empresarial como promotora da satisfação que impulsiona para os resultados.
      Outra pesquisa realizada pela consultoria Hay Group (8) analisou as respostas de cerca de 6 mil funcionários em relação às chefias, dividindo a categoria em três estilos: "líderes afetivos", correspondentes a 60% das respostas, são aqueles que, além do trabalho, consideram o relacionamento. Os "líderes modeladores", foram responsáveis por 70% das respostas, são os que tendem ao autoritarismo. Os "treinadores", raros no mercado, são aqueles que preparam o time para enfrentar os desafios, ficaram com apenas 15% das respostas dos funcionários.
      A pesquisa abordou também1,5 mil chefes e constatou que a visão que eles têm sobre si mesmos é de democráticos, com 73% das respostas, visão esta compartilhada por 60% do pessoal. Em casos mais extremos, 35% dos funcionários vêem seus chefes como coercitivos, enquanto apenas 18% dos chefes se vêem como tal.
      As pesquisas indicam que os gestores devem atentar para suas próprias personalidades no trato com sua equipe. O desenvolvimento da habilidade comunicacional, portanto, irá impactar diretamente na melhor performance de trabalho dos funcionários. Assim, os gestores devem ser os primeiros a promoverem a integração em seus departamentos.
      O conceito de abertura ao diálogo traz um novo perfil de funcionários. Por mais que eles pareçam aceitar o perfil, muitas vezes, burocrático e autoritário de certos gestores, as estatísticas revelam que boa parte dos desligamentos acontece em razão de relações mal conduzidas. Para o autor Frank Corrado, os gerentes precisam abandonar o modelo autoritário. "Quando os gerentes só conversam com os funcionários nos tempos de crise, estes começam a duvidar da sinceridade nas demonstrações de interesse", afirma. Dentro deste novo clima, o autor sugere aos líderes que examinem algumas árduas pergun?isou as respostas de cerca de 6 mil funcionários em relação às chefias, dividindo a categoria em três estilos: "líderes afetivos", correspondentes a 60% das respostas, são aqueles que, além do trabalho, consideram o relacionamento. Os "líderes modeladores", foram responsáveis por 70% das respostas, são os que tendem ao autoritarismo. Os "treinadores", raros no mercado, são aqueles que preparam o time para enfrentar os desafios, ficaram com apenas 15% das respostas dos funcionários.
      A pesquisa abordou também1,5 mil chefes e constatou que a visão que eles têm sobre si mesmos é de democráticos, com 73% das respostas, visão esta compartilhada por 60% do pessoal. Em casos mais extremos, 35% dos funcionários vêem seus chefes como coercitivos, enquanto apenas 18% dos chefes se vêem como tal.
      As pesquisas indicam que os gestores devem atentar para suas próprias personalidades no trato com sua equipe. O desenvolvitas sobre a sua comunicação:

  • Podemos ter uma boa imagem empresarial, se não temos uma boa imagem interna com nosso pessoal?
  • Se o empregado não é bem-informado, nem leal, que impacto isso pode ter na missão econômica?
  • Teremos a capacidade de dar aos empregos a ampla série de informações de que precisam – desde segurança até condições iguais de emprego?

      Para responder a essas questões, o gestor poderá contar com o suporte dos departamentos de comunicação e RH para munir-se de informações para levar aos seus funcionários, mas, sendo sempre o elo principal da "primeira comunicação".

      A comunicação simbólica

      O gestor comunica-se em tudo o que faz: as roupas que veste, o carro que guia, seus horários, o tempo que passa junto à sua equipe e as comemorações que promove, a defesa (ou não) que faz de seus funcionários em uma interface conflituosa, saudações com olhares amistosos ou críticos e assim por diante.
      Assim, a comunicação do líder abarca saber ler olhares, sorrisos, posturas e comportamentos e também buscar a diplomacia em suas atitudes. Atitudes comunicativas podem se resumir nos seguintes aspectos (9):

  • estimular nas pessoas o sentimento de pertencimento
  • encorajar o aprendizado e o crescimento contínuo das pessoas
  • criar um clima que estimule os desafios e a criatividade
  • cuidar da equipe
  • inspirar entusiasmo
  • respeitar as diferenças individuais e as diversidades culturais
  • valorizar múltiplas perspectivas
  • elogiar e dar feedback às pessoas
  • ser flexíve?
  • manter seu autocontrole, lidando adequadamente com seus sentimentos e com os das outras pessoas

      A comunicação eficaz deve fazer parte do repertório dos gestores e não há comunicação efetiva sem que haja a participação de lideranças envolvidas no processo. Gestores que não compreendem o papel e a importância da comunicação no atual ambiente de negócios e no relacionamento com seus funcionários, são predadores do equilíbrio ambiental que os funcionários prezam para a manutenção do espírito de trabalho em time. E finalmente é importante lembrar que a excelência passa necessariamente pela humanização da empresa e essa humanização pode começar na gestão do seu próprio departamento.

      Conclusão

      O trabalho de comunicação na organização deve ser constante e parte da responsabilidade dos gestores. Os funcionários são público-chave no sucesso dos negócios e cabe aos gestores levar o estímulo a suas equipes a fim de garantir o resultado proposto para a organização alcançar seus objetivos.

      Bibliografia

CORRADO, Frank M. A força da comunicação: quem não comunica. São Paulo: Makron Books, 1994.

(1) MARCHIORI, Marlene. Organização, Cultura e Comunicação: elementos para novas relações com o público interno. São Paulo, 1995, dissertação (Mestrado), Escola de Comunicações e Artes – USP, p.83.

(2) CEZAR, Carlos Henrique. Nada substitui o diálogo. In DAMANTE, Nara e LOPES, Marcelo. Comunicação Empresarial, ano 12, n. 45, 4o. trimestre, 2002, p. 25.

(3) e (9) LUBUS, Carlos. Emoções na conta. In CARVALHO, Gumercindo. Vida & Trabalho Melhor, n. 188, Fevereiro, 2003, p. 29.

(4) BUAIZ, Sérgio. O que motiva o seu time? www.multivirtual.com.br

(5) REGO, Francisco Gaudêncio Torquato. Comunicação Interna: os Desafios da Integração. www.megabrasil.com.br

(7) MIGLIACCIO, Inês. Empresas têm dificuldade em reter funcionários. O Estado de São Paulo. Classificados-Empregos/ Carreiras. 3-4, -2 Jun. 2002.

(8) MADUREIRA, Daniela. Menos democráticos do que imaginam. Gazeta Mercantil. 29 Mar. 2002.

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* Monica Salles é Coordenadora de Comunicação da Syngenta Seeds.

 
 
 
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